Linguagem, gêneros e formatos, a intenção do autor, pauta, roteiro, espelho e outros instrumentos necessários
Nesta aula você vai ver o que é Produção Editorial, Jornalismo Comunitário.
Esporte, prestação de serviço, entretenimento.
Vamos aprender que toda produção tem que estar a serviço do ouvinte.
Linguagem: Voz, ruído (som ambiente) , música e silêncio
Gêneros, formatos e intenções
Pauta:
Roteiro: por programa, estrutura, vivo ou gravado
Importância de um trabalho em equipe o compartilhar com a equipe as informações
Transcrição do vídeo
O conteúdo abaixo contém as mesmas informações do vídeo e ele te ajudará, caso você tenha dificuldade em assistí-lo.
Seja bem vindo ao custo de produção editorial. Esse curso tem 12 aulas e o objetivo dele é trazer a reflexão, trazer dicas e orientações para produção de conteúdo. Quando falamos de produção editorial, mas estamos falando de jornalismo, falando de jornalismo comunitário, da voz do cidadão, da participação do cidadão. Nós estamos falando de mais coisas, estamos falando de produção de conteúdo esportivo, Estamos falando de prestação de serviços e entretenimento.
Então tudo isso entra em produção editorial, tudo o que é conteúdo que vai de alguma forma trazer informação, de alguma forma, vai trazer orientação para o cidadão ou entretenimento. Tudo o que for conteúdo artístico, cultural, tudo isso nós chamamos de produção editorial. E essas aulas elas pretendem tratar um pouco de cada coisa, mas dando sempre orientações para você somar com a sua experiência e melhorar o conteúdo que você já produz.
Não importa se você se for um conteúdo essencialmente jornalístico, informativo, não importa se for um programa de participação do cidadão ou um programa de entrevista, de debate, de música, não importa do que todas essas dicas que essas aulas vão trazer para você e para ajudá lo a melhorar em tudo o que você estiver fazendo em termos de produção editorial.
Veja só. Para produzir um conteúdo, nós precisamos sempre pensar no nosso público, no ouvinte ou ouvinte. Ele é sempre o senhor do nosso trabalho. Estamos aqui prestando serviços para o nosso ouvinte, para nossa comunidade, certo? Então, para começar a trabalhar qualquer tipo de conteúdo, nós precisamos lembrar para quem nós estamos falando. Mesmo, quais são as necessidades desse público, quais são os interesses, o que eles gostam de ouvir.
Então, quanto mais a gente conhecer esse público, melhor, né? Mas então, para isso, vale a pena bater um papo com a comunidade, com vizinhos, com moradores, com o pessoal mais jovem, o pessoal ligado a áreas como educação ligada à saúde, sempre estar conversando com esse pessoal, com membros da comunidade, para a gente sempre ter bem próximo da gente o que seria esse público e quais são os interesses dele, deles.
Às vezes vale a pena uma pesquisa, mas eu vou dizer também que às vezes nós não temos tantas informações como nós gostaríamos de ter a respeito do nosso público. Mesmo assim, nós vamos preparar aquele programa que a gente acha que seria bacana para o público. Vamos criar um uma ideia desse público e estimular no nosso programa a participação do ouvinte.
A medida em que o ouvinte vem dando o retorno para a gente, ou pelo telefone ou por e-mail, WhatsApp, nós vamos conhecendo melhor o nosso ouvinte. Então a gente começa de uma ideia que a gente constrói, imagina pelo que a gente conhece da comunidade, monta um bom programa, estimula a participação do ouvinte. A medida em que volta esse retorno do ouvinte, a gente vai fazendo novos ajustes no programa e aí rapidamente a gente tem um programa muito bem resolvido, muito bem estruturado, porque ele nasceu de um jeito, com uma vocação e foi sendo ajustado com a participação do ouvinte.
Isso dá muito certo, cumpre um monte de objetivos e de objetivos. Primeiro, nosso objetivo de estar a serviço da comunidade, o nosso objetivo de ser um microfone aberto, de ouvir o cidadão, tudo isso a gente vai também tirando aí o conhecimento do que esse ouvinte está. Então, não importa se o programa é de jornalismo, se o programa de música é de outro tipo de orientação, de saúde, de cultura.
Não importa qual é o formato, não importa, nada disso. Importa é a gente sempre focar, ter ideia para quem nós estamos falando e procurar dialogar com esse público da forma mais importante, qualificada possível. Bom, também para pensar a produção editorial. A gente tem que sempre ter claro que os programas não são todos iguais e além dos temas que cada programa escolhe para tratar no setor, aí eu num certo dia.
Além disso, eles têm formatos diferentes e eles cumprem. Eles seguem gêneros também distintos, certo? Um programa essencialmente de notícias e do gênero informativo. E ele pode ter o formato de um rádio, jornal. Ele pode também ser um programa com muitas notícias, muitas informações, ser do gênero informativo, portanto, Mas ele ter um formato de revista, então quer dizer que as notícias não são tão diretas, duras e curtas e rápidas como o rádio, o jornal e as notícias?
Elas vêm na forma de um diálogo com pessoas da área que está sendo noticiada, que está sendo falada. Então, ali é também permeia diálogos com o ouvinte por telefone. Permeia também uma conversa um pouco mais leve. E aí se caracteriza como um outro formato. E é importante a gente, quando estiver organizando o nosso programa, organizando o nosso conteúdo editorial, a gente pensar nesses gêneros e nos formatos, porque aí eles vão ficar soluções melhor resolvidas.
Então nós podemos ter um horário com um peso mais opinativo, com comentar listas, fazendo comentários da política, da economia, da sociedade, de comportamentos. Então aquele horário nós já vamos avisar o nosso ouvinte que é um horário gostoso para ouvir opiniões, debates, ideias. Em outro horário. Vamos trabalhar mais com informação, com entrevistas, outro horário com uma pegada mais cultural, de música, enfim.
Então, lidar com esses gêneros, formatos é importante porque traduz o que a gente está pensando, o que a gente quer. E o ouvinte também vai entender melhor quando a gente colocar isso no nunca como um conteúdo radiofônico, tudo vai ficar mais bonito, tudo vai ficar mais claro, mais fácil de ser compreendido, certo? Muito bem. Então nós já sabemos que temos que ficar de olho no nosso ouvinte, no nosso audiência.
Nós já sabemos que é importante programar formatos e gêneros diferentes, certo? Para poder entregar um conteúdo editorial de melhor qualidade. Agora, nós podemos colocar a mão na massa e fazer um plano de conteúdos que vão compor a nossa grade, de preferência a gente puder alternar esses conteúdos. Se a gente puder imaginar o ouvinte e qual é o ouvinte predominante naquele horário, por exemplo, pela manhã, o que?
Quem é esse ouvinte da manhã? O que que eles esperam? Eles querem ouvir algumas notícias do dia. Eles querem ouvir como vai ser o dia pelo bairro, coisas que possam impactar no seu dia. Então talvez valesse a pena colocar alguns conteúdos mais informativos logo pela manhã, durante o dia, ainda na parte da manhã, mas na segunda a manhã.
É um ouvinte que está cuidando de outros afazeres, ou em casa ou no trabalho, então talvez não seja o caso daquelas notícias, mas talvez uma notícia explicada, uma entrevista mais longa. Então, imaginar durante o dia as diferenças, os perfis dos ouvintes e programar essas esses conteúdos durante o dia, programar os conteúdos. Aí seria bom, então organizar a produção.
Daí eu vou, vou chamar a atenção pelo seguinte no dia a dia nós desenvolvemos alguns instrumentos técnicos, instrumentos técnicos que vão nos ajudar a organizar o nosso trabalho em equipe. Vão nos ajudar a colocar as ideias no papel para a gente produzir nossos conteúdos. Então, queria falar para vocês que é sempre bom a gente pensar em ter pauta do conteúdo que nós vamos fazer.
Então, se eu estou falando de um, de um programa de rádio, jornal e eu vou ter as pautas das notícias, a pauta é é o nome dado ao um determinado conteúdo que eu quero colocar no meu programa. E depois esse nome que eu criei chamado Pauta, também serviu para ser esse instrumento, essa folha que recebe essas informações do meu programa.
Por exemplo, se eu estou falando de um rádio jornal, eu vou ter várias notícias no rádio, jornal. Cada notícia foi criada a partir de uma pauta. Pauta número um do meu rádio Jornal. Vai ser uma pauta sobre a inauguração de uma praça no bairro. A outra pauta é sobre o atendimento ou a vacinação, a campanha de vacinação no posto de saúde, outra pauta e assim por diante.
Então, cada pauta vai originar uma notícia. Parece que dá muito trabalho tudo isso, mas depois que isso tudo estiver por perto, ela pode estar impresso. Ela pode estar no computador mesmo se a gente achar mais fácil. Mas na hora que a gente acostuma colocar lá na pauta o que que é o assunto que eu estou tratando é uma campanha de vacinação.
Quem é que pode falar que são as fontes? Quem pode pode falar dessa notícia? A enfermeira chefe do posto de saúde, coordenador de saúde e tal lugar. Como vai ser essa essa notícia? Eu vou falar de todo o programa, todo o calendário de vacinação. Vou começar falando da campanha específica de vacinação, o horário, com quanto tempo vai durar e depois vamos falar das outras coisas, certo?
Então na pauta eu coloco informações que vai orientar o repórter que vai lá buscar a informação. Está, como eu disse, fica parecendo que ele trabalha mais, mas no fundo acaba sendo um trabalho organizado e combinado com uma equipe. É aí que o repórter pode pegar essa pauta e simplesmente ir lá cobrir a pauta, gravar a entrevista, ficar levantando todas as informações que a pauta já indicou e depois ele manda para a rádio.
A rádio edita outra pessoa mesmo, pode editar essa pauta. Então esse instrumento serve para facilitar, para agilizar a produção. Imagina só, De repente a rádio pode fazer isso uma vez por semana. Reunir todo uma equipe que quer ajudar o telejornal no rádio jornal e fazer duas notícias por rádio, por programa. Então, são dez notícias levando as dez notícias da semana, certo?
E já faz a pauta. E aí os colaboradores já vão produzindo durante a semana e vão entregando para entrar na pauta. Já digo essa daqui vai ser uma notícia que vai entrar no rádio Jornal de terça de quarta, de quinta e alguém vai produzindo. Manda daí, Alguém também já monta, já edita e tudo bem. Imaginando que uma notícia nessa pauta poderia ser uma notícia de dois minutos, três minutos no máximo, já uma notícia grande já muito bem.
Mas então a pauta. Ela nasce para ser um instrumento que possa se definir o tema do que você vai fazer na notícia e possa partilhar com outros profissionais. Possa focar o que é exatamente a inauguração da praça que vai acontecer no sábado. Mas tem algumas coisas que pode falar antes. Podemos falar qual a expectativa dos moradores, podemos falar da luta que foi para conquistar aquela praça.
Então posso fazer uma matéria na quinta feira já antecipando o evento do sábado. É uma pauta dessa matéria, mas essa pauta também serve para um programa de entrevista. Por exemplo, eu posso ter um desculpe, um programa. Vamos falar de outro tema, um programa de outro formato. Vamos falar de um programa de revista eletrônica que tem vários assuntos. Então eu posso ter uma pauta para uma entrevista especial que vai acontecer no meu programa de revista eletrônica.
Não é só para o rádio jornal que vai a pauta. A pauta é o nome de um assunto e um pequeno histórico do assunto que eu quero tratar e informações que eu pesquisei. Pode ser até na internet sobre o assunto e indicar quem vai falar no assunto. Eu chamo de fontes de informação quem vai ser a minha fonte de informação sobre esse assunto.
A um religioso da comunidade está ok. Vou colocar o nome dele aqui, de preferência o contato dele, o administrador da subprefeitura. Vou colocar o contato dele aqui, o nome certo, como vai ser, que tipo de abordagem eu quero fazer. Eu quero falar da luta do bairro para conquistar aquela e aquela melhoria. Então eu vou entrevistar um líder comunitário como fonte e vou colocar aqui que eu quero que ele aborde toda luta que foi feita para conquistar aquela aquele, aquela, aquele instrumento, aquele recurso no bairro.
Então a pauta serve para organizar tudo isso. Isso rapidamente eu posso preencher, depois eu posso passar para algum colaborador da rádio, ele vai, grava e manda de volta. Daí outra pessoa vem e edita porque sabe exatamente qual é o meu objetivo e as coisas vão andando. Outro instrumento que a gente pode pensar em fazer é o chamado espelho, que é muito usado no rádio jornal.
O rádio Jornal é um programa de informação jornalística com bastante notícias. Pode ter um comentário de um comentário de um analista, pode ter um diálogo com uma entrevista ao vivo. Então eu posso. O espelho é a estrutura do rádio. Jornal eu vou marcar. Pode ter essa formatação que está aqui nesse espelho. Nós vamos deixar como conteúdo para você fazer download na aula, mas pode também ser adaptado de acordo com a realidade da emissora.
Não tem nenhum problema numa coluna. A gente pode por o tempo do que nós estamos falando duração, orientações técnicas e o texto que vai ser falado pelo locutor ou texto que já vem gravado e tudo mais. Então, no espelho do rádio jornal eu posso colocar no início, vai ter uma abertura com o chamada das notícias, nós chamamos de escalada de notícias, então eu posso colocar lá.
Tem uma vinheta no começo, depois tem uma escalada com o locutor, um locutor, dois, o que ele vai chamar? Enfim, eu vou deixar isso organizado. Organizando esse espelho ele fica ótimo porque o locutor fica com uma cópia e o técnico, o operador de áudio fica com outra cópia. Então o operador de áudio vai acompanhando onde vai fazer o som para subir uma música, onde vai baixar e e vai ficando bem bacana o rádio jornal, outro instrumento também que fica bacana fazer, mas você pode criar novos também.
E o roteiro? Quando eu tiver uma matéria especial para editar um documentário de rádio ou alguma coisa assim, eu posso fazer um roteiro e captar o conteúdo, ouvir o conteúdo e marcando o que eu quero aproveitar, Aonde que eu quero que o locutor faça um texto de áudio. Daí eu deixo lá na rádio alguém edita, monta, faz uma matéria bacana de quatro, cinco, seis minutos às vezes e deixa pronto.
Assim que tiver um espaço em série num determinado programa. A ideia é que vocês possam adaptar esses materiais para outros instrumentos e compreendam que ao fazer esse processo, vocês podem compartilhar responsabilidades e aí, quem sabe muitas outras pessoas que não consegue se encaixar na rotina da rádio, mas que gostariam de contribuir, sei lá, um estagiário ou alguém que possa fazer alguma coisa, ele possa pegar um desses materiais, uma pauta e sair, fazer e mandar para vocês.
Hoje em dia com internet com conexões, é muito simples você mandar por e-mail, você receber o arquivo de áudio e editar. Entenderam? Então isso tudo vai melhorando a qualidade do processo de produção e vai ficando tudo bem bacana na nossa emissora. Uma coisa que é importante dizer é o seguinte você pode criar outros instrumentos de acordo com a realidade da sua emissora.
Tá certo, É só testar e experimentar possibilidades para agilizar e dar mais qualidade, mais foco nos produtos que você está criando. Pode criar instrumentos para fazer rádio, jornal, pode fazer boletim de notícias, pode fazer revista eletrônica em quase todos os formatos. Aceito. Se você criar uma estrutura antecipada, compartilhar com o técnico e tudo mais, está certo. Bom pessoal, nossa aula de hoje vai ficando por aqui.
Esqueça de fazer os testes, responder algumas questões para poder fixar esses conteúdos e nos vemos na próxima aula, certo? Até lá.
Agora faça os testes abaixo para fixação do conteúdo.
Boa sorte!
